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Homilia
31/01/2012 - 5º Domingo Tempo Comum B
5º Domingo Tempo Comum Que sentido têm o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam ou marcaram nossa existência? A liturgia deste final de semana tenta dar respostas as estas questões fundamentais. Garante-nos que o projeto de Deus para o homem não é um plano de morte, mas é um projeto de vida verdadeira, de felicidade sem fim. Na primeira leitura, um crente chamado Jó comenta, com amargura e desilusão, o fato de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Jó se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação. Este trecho de Jó faz-nos recordar que nossos dias devem ser vividos à luz da face misericordiosa de Deus. Não sejamos presunçosos de achar que podemos ser auto-suficientes e prescindir do Senhor em nossas vidas. No Evangelho manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos e filhas. Na ação libertadora de Jesus em favor dos Homens, começa a manifestar esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. Deus quer todos os seus filhos e filhas, livres do mal, das febres que nos atormentam, para bem servir o Senhor nos nossos irmãos e irmãs. O texto sugere, ainda, que a ação de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos e discípulas. Deus quer criar um mundo novo, onde não haja impuros, proscritos e condenados; quer uma nova era, de homens novos, vivendo a plenitude da vida e da felicidade. É isso que Jesus veio fazer, e é essa a missão que seus discípulos devem procurar concretizar na terra. A segunda leitura Paulo sublinha, especialmente, sua obrigação de testemunhar a Boa-nova do Reino de Deus: “Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória,é uma obrigação que me foi imposta.Ai de mim se não anunciar o Evangelho!” Tal como Paulo, os discípulos de Jesus são convidados também a assumir o testemunho diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua ação e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.
Pe. Victor Silva Almeida Filho Vigário paroquial |
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