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Histórico

Paróquia Divino Salvador de Campinas

Inaugurada em 11 de fevereiro de 1961.

"O passado nos ensina a valorizarmos o presente e planejarmos o futuro!"

Valemo-nos de pesquisas aos livros da paróquia, de entrevistas a antigos paroquianos e de trabalhos sobre o assunto elaborados anteriormente para relatarmos aqui um pouco da história da Paróquia Divino Salvador de Campinas.

Iniciava-se o ano de 1944. O mundo ainda vivia o drama da 2ª Grande Guerra, enquanto por aqui acontecia o penúltimo ano de ditadura getulista. Campinas era uma pacata cidade interiorana. E lá estava o bucólico bairro do Cambui, com seus casarões, ruas estreitas, linhas de bonde etc.

O Bispo Diocesano da época, D. Paulo de Tarso Campos, empenhou-se na vinda dos padres salvatorianos para, inclusive, lecionarem no seminário local. No dia 1º de março, chegava o Pe. Felisberto Schubert que aqui encontra o Pe. Bucardo Scheller que chegara no dia anterior. Logo iniciaram suas atividades no seminário diocesano, além de passarem a exercer seus serviços religiosos em duas capelanias. Em seguida eles se estabeleceram provisoriamente em uma casa na rua Boaventura do Amaral, 165, já surgindo a necessidade da residência definitiva. Isto em 1º de abril. No dia 12 do mesmo mês, chegou o Pe. Miguel Schledorn. Era preciso definir a região para em seguida procurar uma casa, concluindo-se que o mais favorável era um lugar na altura da rua Conceição e Ferreira Penteado, no Cambuí, um bairro novo, em pleno progresso, com ótima comunicação de bondes para a cidade, que não tinha nenhuma igreja, a não ser a Matriz N. Sra. das Dores, ainda em construção, mas em “respeitável distância".

Os meses seguintes foram de intensa procura, surgindo finalmente uma casa na rua Júlio de Mesquita que acabava ali. Era o mês de julho. Em 31 de agosto mudaram-se para a residência definitiva, ficando para 8 de setembro a inauguração e bênção pelo Bispo D. Paulo, acolitado pelos Cônegos Lázaro Mutschele (N. Sra. das Dores) e José Nardim (G. Diocesano), Foi rezadaa primeiramissa. O evento contou com a presença do coro do Cambuí e teve destaque na Rádio Emissora de Campinas. A capela recebeu o nome de "Mater Salvatoris" e já passou a ter atividades diariamente. Em dezembro foi adquirida mais uma faixa contígua de terreno, de 6,50 x 18 m, pago com a doação feita por uma senhora que quis manter seu nome em sigilo. Naquele primeiro Natal falou-se pela primeira vez na construção da Igreja Divino Salvador.

Em 4 de março de1945 houve a bênção e a inauguração do sino e no dia 23 daquele mês foi solenemente instalada a imagem de S. Judas Tadeu, doada por uma família vizinha.

Formou-se então a Comissão Pró construção da Igreja Divino Salvador, em junho do mesmo ano, decidindo-se que a frente da Igreja seria para a rua Júlio Mesquita.

A partir daí registra-se uma crescente afluência de fiéis ao templo. Lutas, esperanças, desprendimentos, muito trabalho. A construção de nova igreja era um desafio que mexia com todos.

Chega o dia 24 de dezembro de 1950. A Igreja já tinha sua construção bem adiantada, fruto da dedicação do Pe. Felisberto e de um bom grupo de fiéis que não mediam esforços para ajudá-lo. Decidem inaugurá-la, ainda que não houvesse assoalho, bancos, portas, janelas... Às 16 horas, compareceu o Sr. Bispo Diocesano que a benzeu na presença de um pequeno grupo de amigos. Meia noite, "Missa do Galo", cantada. Em clima de imensa alegria e oração, o Pe. Felisberto reza a primeira missa no templo, concretizando seu sonho, com a igreja completamente lotada de fiéis.

As obras prosseguem e no dia 03 de junho de 1951, às 16 horas, houve procissão, transferindo o Santíssimo da capela Mater Salvatoris para a nova igreja. Em 16 de setembro a comunidade se junta à população de Campinas para rezar pelas vítimas fatais, em número de 30, e pelos feridos, por causa do desabamento do teto do Cine Rinque, que enlutou a cidade. Em 18 de novembro houve a celebração de primeira comunhão da primeira turma da catequese, fundando-se, nesse dia a Cruzada Eucarística Infantil Pio X.

Na seqüência das obras, problemas não faltaram. A prefeitura interditou o prédio em 05 de setembro de1952, para troca do teto, que não oferecia segurança, passando as missas a serem celebradas no salão paroquial até 14 de dezembro, quando o templo foi reaberto. Nova interdição ocorreria em março de 1955.

Em setembro de 1954, o Pe. Boaventura Schweitzer, Superior Geral dos Padres Salvatorianos, em visita à comunidade, manifestou o interesse em construir uma nova casa, ligada à antiga, com 12 quartos, que se destinaria a abrigar os padres salvatorianos que freqüentavam as faculdades locais, o que foi autorizado em maio de 1955. Nesse mesmo ano, o Pe. Felisberto adoeceu e passou a residir na Casa de Nossa Senhora das Missionárias de Jesus Crucificado, onde exerceu a capelania. O Pe. Lourenço, que o substituiu, às 17:50 h de 19 de junho, veio a falecer, após ter-se submetido a uma cirurgia. Os padres Gabriel e Atanásio continuaram o trabalho. Em 1957 chega o padre Gereão, enquanto partia o Pe. Burcardo.

As obras de construção do templo foram retomadas em abril de 1957, numa ampla campanha para angariar recursos: quermesses, bazares, reuniões festivas etc. Em 11 de fevereiro de 1958, centenário das aparições de Lourdes, havia solenidades na gruta que existia no pátio da igreja.

Um acontecimento triste marca o ano de 1959: aos 12 de abril falece o Pe. Felisberto, fundador de nossa comunidade. Em 1960 o templo caminhava para sua conclusão e já se vislumbrava a possibilidade de vir a ser paróquia.

Estamos no histórico ano de 1961.No dia 11 de fevereiro é criada a Paróquia Divino Salvador por decreto de D. Paulo de Tarso Campos, Arcebispo Metropolitano em que delimita a sua circunscrição geográfica.

O Mons. Thiers, da Catedral, merece nossa eterna gratidão por sua ajuda nessa ocasião. No dia 18 de fevereiro de 1961, às 19:30 h, numa tarde chuvosa, foi empossado o primeiro vigário, Pe. Teodoro Contini, tendo como coadjutor o Pe. Estanislau de Oliveira Lima. O batistério, improvisado, foi inaugurado no dia seguinte. No dia 02 de abril a secretaria ganhava amplas instalações, enquanto o primeiro casamento se realizava no dia 8 daquele mês. Iniciava-se o atendimento à zona pobre rural da paróquia. Em maio de 1961, houve campanha e aquisição de madeira bruta (perobinha do campo) para a fabricação de bancos. A pavimentação em torno da igreja já estava concluída. Destaca-se, em junho, a criação da Legião de Maria, que desempenhou apostolado marcante na paróquia. Em 11 de abril de 1962 aconteceu a inauguração dos 3 sinos, após serem solenemente benzidos por Mons. Mariano, da Paróquia N. Sra. das Dores, em 07 daquele mês. Em julho, iniciou-se a pavimentação da igreja e a construção do presbitério de mármore. De 22 a 26 de abril de 1964 deu-se a primeira visita pastoral à paróquia, realizada por D. Bernardo José Bueno Miele, bispo Auxiliar e Vigário Geral, que sugeriu o desmembramento da paróquia em três: Divino Salvador (a sede, a parte mais antiga e homogênea); Santa Rita de Cássia (Chácara da Barra e Nova Campinas); Coração de Maria, (Vila Tofanelo e zona rural). No Mês seguinte o desmembramento foi iniciado e concluído em agosto. Também em abril de 1964 é que se deu a criação da Pastoral do Dízimo, que se transformaria em importante sustentáculo da economia paroquial. O Pe. Estanislau, após permanecer doente por vários meses, veio a falecer em 09 de setembro de 1964, às 11 horas. Destaque nesta ocasião para a generosidade e cuidados da família do Dr. Cícero e Pérola Magalhães, pelos cuidados dispensados ao Pe. Estanislau, durante a sua enfermidade.

O novo superior chega em 01 de fevereiro de 1965, Pe. Belarmino Krause. No dia 20 daquele mês chegaram os Pes. Atílio Albiero e Claudino Vanz, que vinham estudar na PUCC e ajudar na paróquia.

Apesar de tudo estar caminhando muito bem, sentia-se a necessidade de uma casa paroquial, onde houvesse um salão, salas para reuniões sociais, religiosas e de formação. Iniciou-se então um movimento, visando a obtenção de fundos para a sua construção.

No dia 03 de fevereiro de 1966 chegou o Pe. Vitor José da Silva, para estudar na PUCC e ajudar na paróquia e logo no dia 8 leva ao Provincial a planta do novo prédio que teria 3 andares.

Iniciou-se um novo tempo de muito trabalho, construindo a casa paroquial sem descuidar das atividades litúrgicas e espirituais.

Ainda nesse ano, em junho, o Pe. Belarmino fundou o Grupo de Nain, integrado por senhoras viúvas da paróquia, inspirado em LC 7,11-18. É o grupo que deu origem à Mater Ecclesiae, ativo grupo atual.

A construção, embora lenta, prosseguia. Em maio de 1968, o salão de festas foi inaugurado com a celebração do Jubileu de Prata de casamento do Sr. José e Sra. Adeliza Verginelli, fiéis batalhadores das obras da paróquia.

A bênção e inauguração oficial da casa nova aconteceria em 13 de fevereiro de 1969.

Em 5 de agosto de 1972 passou a integrar novamente a paróquia o Pe. Vitor José da Silva. Em 23 de maio de 1975, já como pároco, ele foi a Treze Tílias (SC), para encomendar o novo crucifixo, que foi erguido e fixado no altar em 13 de setembro de 1973. É um trabalho do escultor Gottfredo Thakler, que aqui esteve para concluir sua obra. A cruz mede 6,50 m enquanto a imagem mede 3 m e pesa 400 k.

Em 12 de setembro de 1976 D. Gilberto benzeu as novas imagens de Nossa Senhora e São Judas Tadeu e o novo sacrário. No final desse ano, fortes chuvas danificaram os vitrais da fachada, requerendo uma restauração geral, aproveitando-se para fazer vitrais novos para os altares de S. Judas e Nossa Senhora.

 Em novembro de 1978 Pe. Silva é eleito vigário episcopal da Região Central, para o triênio 1979/1981. O novo livro de cantos é inaugurado no Natal desse ano, após um longo trabalho de preparação. Em 1979 foi feito um mapeamento do território paroquial e um levantamento visando dinamizar a relação paróquia-paroquianos.

Em 1982 a igreja passou por uma reforma do telhado, parte elétrica, presbitério e pintura, ganhando novos lustres e arandelas.

Em 1986 a paróquia comemorou seu Ano Jubilar, organizando no salão paroquial um painel com todas as atividades pastorais. Nas datas importantes e festivas desfrutava-se da harmoniosa presença do coral Divino Salvador, sob a batuta do Pe. Silva que o organizou no ano de 1974.

No dia 7 de fevereiro de 1989 chegou o Pe. Fernando Vitorino Rizzardo, novo pároco, para substituir o Pe. Silva, transferido para São Paulo, mas este se viu acometido de séria enfermidade.O Pe. Fernando e o Pe. Antonio Luiz Tasso, que já estavam na paróquia, iniciaram uma nova fase na comunidade, em que contaram com a participação de todas as pastorais. Nos anos de 1989 e 1990 houve a reforma da secretaria, pintura de salas, compra de ventiladores e aparelhos de som para a igreja, colocação de treliças no forro, reforma do órgão e das calhas etc. No primeiro semestre de 1991 foi construída a Capela do Santíssimo, inaugurada em 18 de agosto de 1991, mês da reforma do piso do pátio.

Em outubro de 1992 o Pe. Tasso foi transferido para Conchas, ficando a paróquia com um único padre, fato inédito em sua história.

Pe. Itamar Roque de Moura foi o substituto do Pe. Fernando, que parte para um curso no Rio de Janeiro.

No Ano de 1996 a Congregação do Divino Salvador, dos Padres Salvatorianos resolve retirar-se de Campinas e entregar a Paróquia Divino Salvador para a Diocese. Em 5 de março de 1996 Pe. José Arlindo de Nadai, nomeado por D. Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo de Campinas, assume como Administrador Paroquial e continua, hoje como pároco, à frente da comunidade.

 

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