O SILÊNCIO DE DEUS!

Eis uma questão perturbadora desde sempre: o silêncio de Deus! Para alguns esse silêncio é tão profundo e angustiante que se torna ensurdecedor! Teria sido assim para Jesus, quando do alto da cruz deu um grande grito, dizendo: Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” Como pode aquele que, no alto da montanha havia […]

Data: 19/04/2022

Eis uma questão perturbadora desde sempre: o silêncio de Deus! Para alguns esse silêncio é tão profundo e angustiante que se torna ensurdecedor! Teria sido assim para Jesus, quando do alto da cruz deu um grande grito, dizendo: Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”

Como pode aquele que, no alto da montanha havia declarado: “Este é o meu Filho amado, ouvi-o” agora não escutar o seu clamor?

Silêncio perturbador! Silêncio ensurdecedor! Esse mesmo Deus que outrora ouvira o clamor do povo escravizado e desceu dos céus para libertá-lo, entretanto se faz surdo?

Absurdo silêncio.

Onde estás ó Deus que não respondes?

Hoje, deste chão que pisamos e do planeta que habitamos sobe aos céus o gemido de um povo sofrido. São as vítimas da injustiça e da violência, vítimas de guerras na Ucrânia e em tantos países; imigrantes e refugiados; moradores em situação de rua, doentes e idosos; presidiários e crianças órfãs abandonadas; a fila dos desempregados e desalentados…

Até quando, ó Deus, vamos ter que conviver com teu silêncio? Não podemos jamais imaginar que abandonaste teus filhos.

Não és o Abba! Pai?

Mas tu, Senhor, não estás longe! Tu és nossa força, vem socorrer-nos depressa!” (Sl 21,20).

Quanto a Jesus, Filho amado, Deus Pai ouviu seu brado e não O entregou ao poder da morte mas o ressuscitou glorioso e o “exaltou, e lhe deu o Nome que está acima de todo nome” (Fl 2,9). Ressuscitou. Verdadeiramente ressuscitou! Ele vive.

E quanto aos filhos e filhas dispersos pelo mundo afora, que choram e gemem em tribulações, sufocados por angústia mortal? São os rostos dos crucificados da história humana. Deus, entretanto, recorda-nos que: Nada mais tem a nos dizer. Tudo o que tinha a falar, esgotou-se no Verbo encarnado. “Palavra que se fez carne e habitou entre nós”. (Jo 1,14).

O Mistério escondido, desde a eternidade, foi revelado.

A Palavra ressoou por toda a terra. Nossos olhos viram e contemplaram o Verbo da vida, nossas mãos o apalparam. Ele é o Filho amado, a quem devemos escutar. Se guardamos sua Palavra, o amor de Deus estará em nós. Se praticarmos o seu mandamento de fraternidade e amizade social, a terra será a Casa comum, o pão será partilhado entre todos os filhos da terra. O muro da separação cairá.

Ele enxugará toda lágrima de nossos olhos. Nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, nem dor alguma haverá mais. Deus-conosco, será  nosso Deus, o Abba! Pai e nós filhos e filhas amados, no Filho. Então o Reino que ainda não era, será pleno. Pois o vazio do silêncio foi preenchido pelo sopro do Espírito que o Crucificado entregou no alto da cruz.

 

Feliz e santa Páscoa.
Pe. José Arlindo de Nadai
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