Homilia na Celebração da Solenidade da Santíssima Mãe de Deus – Pe. José Arlindo de Nadai

Leia, na íntegra, a Homilia na Celebração da Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, pelo Pe. José Arlindo de Nadai

Data: 31/12/2020

 

Nosso olhar de fé, nesta celebração de Maria, Mãe do Divino Salvador, continua voltado para o presépio e ali contempla a Mãe, tendo em seu colo o Menino que recebeu o nome de Jesus, que significa “Deus Salva”, Emanuel, “Deus está-conosco”.

Na verdade, Jesus é a realização plena e definitiva da bênção de Deus para seu povo, para a humanidade e para cada um de nós. Em Jesus se manifestou a face do Senhor para nós. “Quem me vê, vê o Pai”. Nele brilha a Luz de Deus, “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas” (Jo 8,12).

Em Jesus, o Senhor não só revelou e mostrou o seu rosto, mas despojou-se de sua glória divina e se fez um de nós; mais, fez-se servidor de todos.

Hoje, podemos cantar, exultando de alegria como o velho Simeão e Ana: “Agora, Senhor, meus olhos viram o Divino Salvador, como luz revelada às nações e glória de todo o povo” (cf Lc 2,29).

Ora, Paulo, na segunda leitura que ouvimos, também nos coloca diante do dom de Deus que nos foi concedido por Maria, pois Ele, Jesus Cristo, nasceu de uma mulher… Paulo reafirma que em Jesus fomos adotados como filhos de Deus, que assim se torna para nós o Abba! Pai!, muito querido. Assumindo nossa fragilidade humana, Ele nos reveste da própria dignidade divina. No Filho amado do Pai, nós nos tornamos filhos eternos de Deus! (Cfr Gl 4,4-7)

Por isso, irmãos e irmãs. Nesta noite nossa alma louva e engrandece o Senhor, unindo nossas vozes ao canto de Maria: “O Senhor fez em nós maravilhas… santo é seu nome!”

Nesta mesma celebração, elevamos a Deus uma prece em favor da Paz no mundo, em estreita comunhão de esperança com todos os homens e mulheres de boa vontade.

A mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz – 1º. de janeiro de 2021 – tem como Tema: A cultura do cuidado como percurso da PAZ.

• Que o ano de 2021 faça a humanidade progredir no caminho da fraternidade, da justiça e da paz entre pessoas, comunidades, povos e Estados…
• O ano de 2020 ficou marcado pela grande crise sanitária da Covid19, que se transformou num fenômeno plurissectorial e global, agravando fortemente outras crises inter-relacionadas como a climática, alimentar, econômica e migratória, e provocando grandes sofrimentos e incômodos. Penso, em primeiro lugar, naqueles que perderam um familiar ou uma pessoa querida, mas também em quem ficou sem trabalho. Lembro de modo especial os médicos, enfermeiras e enfermeiros, farmacêuticos, investigadores, voluntários, capelães e funcionários dos hospitais e centros de saúde, que se prodigalizaram – e continuam a fazêlo – com grande fadiga e sacrifício, a ponto de alguns deles morrerem quando procuravam estar perto dos doentes a fim de aliviar os seus sofrimentos ou salvar-lhes a vida. Ao mesmo tempo que presto homenagem a estas pessoas, renovo o apelo aos responsáveis políticos e ao sector privado para que tomem as medidas adequadas a garantir o acesso às vacinas contra a Covid19 e às tecnologias essenciais necessárias para dar assistência aos doentes e a todos aqueles que são mais pobres e mais frágeis. É doloroso constatar que, ao lado de numerosos testemunhos de caridade e solidariedade, infelizmente ganham novo impulso várias formas de nacionalismo, racismo, xenofobia e também guerras e conflitos que semeiam morte e destruição.
Estes e outros acontecimentos, que marcaram o caminho da humanidade no ano de 2020, ensinam-nos a importância de cuidarmos uns dos outros e da criação a fim de se construir uma sociedade alicerçada em relações de fraternidade. Por isso, escolhi como tema desta mensagem «a cultura do cuidado como percurso de paz»; a cultura do cuidado* para erradicar a cultura da indiferença, do descarte e do conflito, que hoje muitas vezes parece prevalecer.

• Deus confiou sua Criação “aos cuidados” do Homem e da
Mulher… cultivar e guardar… (Gn 2,15)
• Os profetas erguem constantemente a voz em prol da justiça para os pobres que, por sua vulnerabilidade e falta de poder, são ouvidos só por Deus, que cuida deles (Amós e Sl 34 e 113)
• A vida e o ministério de Jesus encarnam o ápice da revelação do amor do Pai pela humanidade (Jo 3,16). Na sinagoga de Nazaré, Jesus manifestou-Se como Aquele que o Senhor consagrou e enviou a «anunciar a Boa-Nova aos pobres», «a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos» (Lc 4, 18). Estas ações messiânicas, típicas dos jubileus, constituem o testemunho mais eloquente da missão que o Pai Lhe confiou. Na sua compaixão, Cristo aproxima-Se dos doentes no corpo e no espírito e cura-os; perdoa os pecadores e dá-lhes uma nova vida. Jesus é o Bom Pastor que cuida das ovelhas (cf. Jo 10, 11-18; Ez 34, 1-31); é o Bom Samaritano que Se inclina sobre o ferido, trata das suas feridas e cuida dele (cf. Lc 10, 30-37).
• As obras de misericórdia espiritual e corporal constituem o núcleo do serviço de caridade da Igreja desde os seus primórdios até os dias de hoje, assumindo várias formas conforme as necessidades de cada época… (hospitais, casas-abrigo, lares para crianças). Hoje tem importância na Igreja e no Mundo, a Cáritas e as Conferências Vicentinas…
• Dignidade inviolável da pessoa e a defesa dos Direitos Humanos.
• O cuidado da Casa Comum, o planeta terra, onde tudo está interligado (Laudato Si)
• O cuidado através da solidariedade pela qual todos somos responsáveis por todos.
Por fim o Papa Francisco indica como bússola para um rumo comum:
• O imperativo da solidariedade verdadeiramente humana que supera todo tipo de desigualdade e de exclusão social; e o imperativo da fraternidade – somos todos irmãos e irmãs.
• A cultura do cuidado começa na família, continua na Escola, Universidade, Igrejas e movimentos sociais. Nestas instâncias todas o Papa Francisco destaca o protagonismo das Mulheres.

“Enfim, empenhemo-nos cada dia, concretamente por formar uma comunidade feita de irmãos que se acolham mutuamente e cuidam uns dos outros”.

FELIZ E ESPERANÇOSO ANO NOVO

Pe. Nadai

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