“Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso.”

34º Domingo – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Evangelho de Jesus Cristo Segundo Matheus – Lc 23,35-43

Naquele tempo:
35 Os chefes zombavam de Jesus dizendo:
‘A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo,
se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!’
36 Os soldados também caçoavam dele;
aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre,
37 e diziam: ‘Se és o rei dos judeus,
salva-te a ti mesmo!’
38 Acima dele havia um letreiro:
‘Este é o Rei dos Judeus.’
39 Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:
‘Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!’
40 Mas o outro o repreendeu, dizendo:
‘Nem sequer temes a Deus,
tu que sofres a mesma condenação?
41 Para nós, é justo,
porque estamos recebendo o que merecemos;
mas ele não fez nada de mal.’
42 E acrescentou: ‘Jesus, lembra-te de mim,
quando entrares no teu reinado.’
43 Jesus lhe respondeu:’Em verdade eu te digo:
ainda hoje estarás comigo no Paraíso.’

 

Refletindo a Palavra

A Palavra de Deus, neste último domingo do ano litúrgico, convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus. Deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se exerce no amor, no serviço, no perdão, no dom da vida.
A primeira leitura apresenta-nos o momento em que David se tornou rei de todo o Israel. Com ele, iniciou-se um tempo de felicidade, de abundância, de paz, que ficou na memória de todo o Povo de Deus. Nos séculos seguintes, o Povo sonhava com o regresso a essa era de felicidade e com a restauração do reino de David; e os profetas prometeram a chegada de um descendente de David que iria realizar esse sonho.
O Evangelho apresenta-nos a realização dessa promessa: Jesus é o Messias/Rei enviado por Deus, que veio tornar realidade o velho sonho do Povo de Deus e apresentar aos homens o “Reino”; no entanto, o “Reino” que Jesus propôs não é um Reino construído sobre a força, a violência, a imposição, mas sobre o amor, o perdão, o dom da vida.
A segunda leitura apresenta um hino que celebra a realeza e a soberania de Cristo sobre toda a criação; além disso, põe em relevo o seu papel fundamental como fonte de vida para o homem.

Rezando a palavra

Salmo – 121,1-2.4-5 (R. Cf.1)

R.Quanta alegria e felicidade: vamos à casa do Senhor!

1 Que alegria, quando ouvi que me disseram:
‘Vamos à casa do Senhor!’
2 E agora nossos pés já se detêm,
Jerusalém, em tuas portas.

4 para lá sobem as tribos de Israel,
as tribos do Senhor.
Para louvar, segundo a lei de Israel,
o nome do Senhor.*
5 A sede da justiça lá está e o trono de Davi.