E vós, quem dizeis que eu sou (Mt 16,13-19)

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos.

Evangelho – Mt 16,13-19

Naquele tempo:

13 Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe
e ali perguntou aos seus discípulos:
“Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”
14 Eles responderam:
“Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
15 Então Jesus lhes perguntou:
“E vós, quem dizeis que eu sou?”
16 Simão Pedro respondeu:
“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
17 Respondendo, Jesus lhe disse:
“Feliz es tu, Simão, filho de Jonas,
porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu.
18 Por isso eu te digo que tu és Pedro,
e sobre esta pedra construirei a minha Igreja,
e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.
19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra
será desligado nos céus”.

Refletindo a Palavra

Sócrates, um dos maiores filósofos gregos usava do recurso das perguntas para ensinar a seus discípulos. De pergunta em pergunta ele fazia com que seus ouvintes acabassem descobrindo que a resposta para primeira pergunta feita ao Filósofo eles, seus ouvintes, já o sabiam: só faltava vir à luz. Esse recurso em Filosofia se chamava “maiêutica”, palavra que pode ser entendida como “fazer dar à luz”, “trazer ao nível do conhecimento consciente” (usando uma expressão pós-freudiana).
Jesus também faz perguntas. Mas, que tipo de perguntas? Nâo do tipo “o que povo anda falando da multiplicação dos pães?”, ou “o que os convidados das bodas em Caná acharam do vinho oriundo da água?”. As perguntas de Jesus vão muito mais a fundo: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”. Outra ainda mais direta: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Dependendo da autenticidade e da sinceridade da resposta, a vida do discípulo pode sofrer uma transformação radical. Se Jesus é alguém realmente de destaque para o seu discípulo, isso vai determinar toda a maneira de ser e agir desse mesmo discípulo. Ele vai buscar com profundidade e seriedade “fazer o que Mestre mandou”.
Precisamos, nós também, hoje, nos colocarmos no lugar de Pedro e daqueles demais discípulos, e respondermos com sinceridade de coração: “quem Jesus é para mim, o que Ele significa para mim”. Pedro respondeu de maneira comprometedora. Se pra ele, Pedro, Jesus é o “Messias”, o “Filho de Deus” logo isso determina todo o restante da sua existência. Em sã consciência e no uso do perfeito juizo, só pode então… segui-Lo.
Seguir Jesus, é ser um verdadeiro cristão. Cristão do jeito e forma que Jesus quer. Há dois tipos de cristãos: os admiradores, e os seguidores. O “admiradores” ficam nas arquibancadas aplaudindo, e só. Os “seguidores” por sua vez, estão na “arena da vida” com o Mestre, acompanhando e seguindo de perto seus passos. E sabem que, assim como seu Mestre, também são e serão perseguidos, caluniados; mas estão destinados à ressurreição, e à Vida Eterna prometida pelo Senhor. Agora responda, nessa Solenidade de Pedro e São Paulo: “quem é Jesus para você?”. Seja sincero consigo mesmo!