DIVINO SALVADOR – 60 ANOS

"Este longo período, providencialmente, foi um tempo de graça e de bênçãos - um Kairos - para toda a Igreja e especialmente para nossa Igreja de Campinas"

Data: 2/02/2021

 

Pe. José Arlindo de Nadai
Emérito da Paróquia Divino Salvador

 

No próximo dia 11 de fevereiro a Paróquia Divino Salvador, no Cambuí, celebra 60 anos, tendo sido instituída por D. Paulo de Tarso Campos, em 1961. O lema do jubileu expressa, a um tempo, a realidade e o ideal, o caminho feito e o compromisso. “No coração de Campinas, há 60 anos, para acolher e servir”.  O Conjunto arquitetônico do templo e do edifício anexo, demonstra, por si só, a dedicação e o esforço incansável de pelo menos quatro gerações.

Muito mais importante, porém que o templo material, é a construção do edifício da Igreja feita de pessoas, famílias, agentes de pastoral, de serviços sociais e funcionários(as). Uma comunidade paroquial é formada por uma porção do Povo de Deus.

É recorrente na Sagrada Escritura a imagem da construção aplicada à Igreja. Na primeira carta de Pedro lemos: “Vós, como pedras vivas, prestai-vos à construção de um edifício espiritual” (2,9). Lembremo-nos do que disse Jesus a Pedro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja… Até parece que Pedro quis compartilhar conosco o peso de sua missão.

De certo modo podemos dizer que a igreja templo é Casa de Deus para o Povo e Casa do Povo para Deus. Casa no meio de casas.

Essa Casa de Deus e da Comunidade tem pilares de sustentação: O pilar da Palavra, proclamada nas celebrações e repercutida em todas as iniciativas de evangelização e nos processos variados da iniciação à vida cristã e nas Pastorais. O pilar do Pão, a Ceia do Senhor, a celebração da Eucaristia, o mais expressivo e autêntico sinal de comunhão com o Senhor e de reconciliação e fraternidade entre os seus discípulos(as).

“Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42). O pilar da Caridade e serviço à vida é o coração da comunidade cristã. “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros… Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,34-35.

Na pesquisa que foi feita na Paróquia em 2013 havia uma questão no final do questionário aplicado: “O que mais nossa Comunidade deve fazer?”. Resposta quase unânime: ajudar os pobres, socorrer os necessitados! Resposta autenticamente evangélica, franciscana e vicentina.

A paróquia não pode ser uma ilha isolada no meio da grande cidade. Uma casa sem endereço, perdida entre grandes prédios. Deve ter endereço certo e conhecido (redes sociais de comunicação); deve irradiar luz e ter suas portas sempre abertas. Nada de burocracia. Jamais deixar extinguir-se, por falta de acolhida,  a brasinha que ainda fumega debaixo das cinzas. Que todo aquele que entrar na igreja possa sair mais alegre e esperançoso do que entrou.

Por último o Pilar da Ação Missionária. A Comunidade assume sua missionariedade também quando assume os compromissos que colaboram para garantir a dignidade do ser humano e a humanização das relações sociais: gestos de acolhida, consolação no luto, defesa de direitos e promoção da justiça, cultura do diálogo, da proximidade e do encontro. É assim que se revela e se descobre Deus que vive na cidade. Daí a importância da visita missionária e do testemunho da caridade. (DGAE)

Ora, para nossa Paróquia chegar onde chegou e se constituir como Casa bem estruturada e sempre em construção, longo caminho tem sido percorrido. Tudo começou com a chegada em Campinas dos Padres Salvatorianos, liderados pelo Pe. Felisberto Schuber, a pedido de D. Paulo de Tarso Campos, que se estabeleceram numa casa à Rua Ferreira Penteado, onde hoje está o edifício anexo à Igreja.

Nesta casa havia um oratório dedicado a N. Sra. Mater Salvatoris (Mãe do Salvador) onde os vizinhos se reuniam para rezar e celebrar.

A pedra fundamental do atual templo foi lançada no Natal de 1946. Em junho de 1951 foi inaugurada a capela dedicada a S. Judas Tadeu. A construção contudo, continuou tendo passado por vários impasses e percalços, conduzida pelo Pe. Teodoro Contini e fieis da comunidade.

Finalmente, em 11 de fevereiro de 1961, D. Paulo de Tarso Campos, depois de algumas hesitações e negativas, criou a Paróquia Divino Salvador e a instalou no dia 18 do mesmo mês, tendo o Pe. Teodoro como primeiro pároco até 1973, quando assumiu o Pe. José Victor da Silva, como pároco durante 17 anos. Nesse período foi ampliado o templo com os corredores laterais, ornamentado com os vitrais e lustres de Ton Geuer e as imagens de madeira: do Divino Salvador, Nossa Senhora, Mãe do Salvador, São Judas. Pe. Silva foi um gênio da música: compositor, regente e instrumentista. Regia os corais: Divino Salvador e o Coral Feliz, este reconhecido e premiado nacionalmente. Pe. Fernando Rizzardo substituiu Pe. Silva e foi pároco de 1989 até 1994.

Pe. Fernando, jovem e dinâmico, assumiu a Paróquia em situação difícil, por causa da enfermidade do

Pe. Silva. Mas, com firmeza e caridade pastoral, levou avante a vida da Comunidade. Criou um espaço para a

Capela do Santíssimo Sacramento; apoiou muito e consolidou as pastorais. Com a Equipe da Pastoral dos Noivos, introduziu-se a metodologia participativa dos Encontros de Noivos. Também a ICA – Iniciação Cristã de Jovens e Adultos, com ênfase nos Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma.

Coube ao Pe. Itamar Roque de Moura fazer a transição da direção da Paróquia aos padres diocesanos, que aconteceu depois de muitas conversações da Congregação com o Arcebispo D. Gilberto Pereira Lopes. No dia 05 de maio de 1996, Pe. José Arlindo de Nadai, Vigário Geral da Arquidiocese assumiu a responsabilidade da Paróquia junto aos fieis da Comunidade, até 12 de julho de 2015, portanto, durante 19 anos.

Este longo período, providencialmente, foi um tempo de graça e de bênçãos – um Kairos – para toda a Igreja e especialmente para nossa Igreja de Campinas, com repercussão na Comunidade Divino Salvador. Relembro a preparação e celebração da passagem do milênio. A realização do 14o. Congresso Eucarístico, em cuja preparação e realização a Paróquia teve intensa participação (2001). A Jornada da Confiança, com a

presença dos Monges de Taizé durante seis meses. A igreja se tornou um pólo de evangelização e missão junto aos jovens de toda a Arquidiocese (2002).

Em 2006 a Paróquia acolheu e apoiou a realização do 8o. Encontro Nacional da Pastoral da Juventude, que teve a participação de 400 jovens de todo o Brasil, vários padres e também de D. Luciano Mendes de Almeida, Arcebispo de Mariana.

Em 2008 a Paróquia participou intensamente da comemoração dos 100 anos da criação da Diocese de Campinas com o lema: Cem anos de missão nesse chão, que se concluiu com a visita pastoral de Dom Bruno Gamberini.

Nesse período tivemos também a oportunidade de celebrar o jubileu de 50 anos da Paróquia (11/02/2011), marcado com a edição do livro: Paróquia Divino Salvador – Há 50 anos para acolher e servir.

Em 2013 os jovens da Comunidade – Divino’s Jovens – ganharam novo ânimo com a Jornada Mundial da Juventude realizada no Rio de Janeiro com a participação do Papa Francisco no mês de julho. As famílias da Comunidade hospedaram jovens coreanos na pré-jornada. Toda a Comunidade se envolveu intensamente nesse evento de grande impacto religioso. Lema: Ide e fazei discípulos todas as nações (Mt 28,19).

Em 2015 foi nomeado pároco do Divino Salvador o Cônego José Luís Araújo que, de forma sistemática, tem trabalhado com os Conselhos Paroquiais e valorizado e apoiado as Pastorais e demais serviços sociais, confirmando e incentivando os agentes e responsáveis desses serviços com novas iniciativas. Aprimorou as celebrações litúrgicas e ampliou o grupo dos Ministros da Eucaristia. Instalou o sistema de segurança do templo e anexos. Adaptações e melhorias foram feitas na Igreja. Solidificou-se a Pastoral da Comunicação, com as redes sociais, site, etc.

Como marco da celebração dos 60 anos construiu-se a gruta de N. Sra. de Lourdes, com a mesma imagem dos primórdios da Paróquia. Durante esse longo período da pandemia Cônego José Luís tem sido muito atento às exigências do protocolo sanitário e manejado com cuidado e zelo a situação.

Pessoalmente sou grato ao padre José Luís, por ter podido, com tranquilidade, continuar vinculado pastoralmente a esta Comunidade.

No decorrer desta memória foram nomeados os padres. Contudo, sabemos e reconhecemos que é o Povo de Deus o sujeito principal, em função do qual existe a instituição Paróquia. É a comunidade dos discípulos e missionários que conta por primeiro. São eles e elas que dão vida e movimentam a Paróquia. Marca significativa da Paróquia é a Pastoral do Surdo, Comunidade Éfeta, que contou com a participação dos padres da Pequena Missão para Surdos, durante vários anos.

Os padres, cada um a seu modo e estilo são articuladores e animadores da vida da Comunidade. Não são permanentes. A Comunidade, sim, permanece e se renova, inclusive pela dinâmica da cidade.

Nossa Senhora Mãe do Divino Salvador que presidiu as origens dessa Comunidade, continue agasalhando-a com seu manto e acolha desde já seu novo pároco, Pe. Geraldo Corrêa. Amém.

 

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