“Amarás o Senhor teu Deus, e ao teu próximo como a ti mesmo.”

29º Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Jesus Cristo Segundo Matheus – Mt 22,34-40

Naquele tempo:
34 Os fariseus ouviram dizer que Jesus
tinha feito calar os saduceus.
Então eles se reuniram em grupo,
35 e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo:
36 ‘Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?’
37 Jesus respondeu: ‘`Amarás o Senhor teu Deus
de todo o teu coração, de toda a tua alma,
e de todo o teu entendimento!’
38 Esse é o maior e o primeiro mandamento.
39 O segundo é semelhante a esse:
`Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’.
40 Toda a Lei e os profetas
dependem desses dois mandamentos.

Meditando a Palavra

A liturgia do 30º domingo Comum diz-nos, de forma clara e inquestionável, que o amor está no centro da experiência cristã. O que Deus pede – ou antes, o que Deus exige – a cada crente é que deixe o seu coração ser submergido pelo amor.
O Evangelho diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a revelação de Deus se resume no amor – amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: “amar a Deus” é cumprir a sua vontade e estabelecer com os irmãos relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Tudo o resto é explicação, desenvolvimento, aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã.
A primeira leitura garante-nos que Deus não aceita a perpetuação de situações intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão, de desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e dos mais débeis. A título de exemplo, a leitura fala da situação dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas e dos pobres vítimas da especulação dos usurários: qualquer injustiça ou arbitrariedade praticada contra um irmão mais pobre ou mais débil é um crime grave contra Deus, que nos afasta da comunhão com Deus e nos coloca fora da órbita da Aliança.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã (da cidade grega de Tessalónica) que, apesar da hostilidade e da perseguição, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida; e esse percurso – cumprido na alegria e na dor – tornou-se semente de fé e de amor, que deu frutos em outras comunidades cristãs do mundo grego. Dessa experiência comum, nasceu uma imensa família de irmãos, unida à volta do Evangelho e espalhada por todo o mundo grego.(leia mais…)

Rezando a Palavra

Salmo – Sl 17,2-3a. 3bc-4. 47.51ab (R. 2)

R. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

2Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força,
3aminha rocha, meu refúgio e Salvador!
Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga,
minha força e poderosa salvação.

3bcÓ meu Deus, sois o rochedo que me abriga
sois meu escudo e proteçóo: em vós espero!
4Invocarei o meu Senhor: a ele a glória!
e dos meus perseguidores serei salvo!

47Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo!
E louvado seja Deus, meu Salvador!
51aConcedeis ao vosso rei grandes vitórias
51be mostrais misericórdia ao vosso Ungido.