500 anos da Reforma

Na data de hoje, 31 de outubro de 2017, comemora-se oficialmente o início da Reforma promovida por Martinho Lutero, quando em 1517 afixou suas 95 famosas teses na porta da capela do castelo de Wittenberg, Alemanha.

Os ventos da Reforma Protestante sopraram, com a força de um tsunami, por toda a Europa. Foi a faísca que desencadeou um incêndio de inimagináveis proporções.

Na verdade, a Reforma iniciada por Lutero foi a explosão do desejo contido e reprimido de muitos outros movimentos reformistas da época. A iniciativa de Lutero atraiu e canalizou esses movimentos, como um rio que se tornou caudaloso por força de muitos afluentes que se somaram.

Historiadores hoje dizem que a intenção original de Lutero jamais foi dividir a Igreja Católica, mas sinceramente reformá-la, voltando às fontes primitivas do Cristianismo e à pureza da fé: centralidade das Escrituras, busca incessante do Deus misericordioso, “o Deus da graça” em Jesus Cristo. Inconformidade com certas práticas religiosas abusivas da boa fé do Povo de Deus, como a venda de indulgências que acabou sendo o estopim de seu inconformismo. Era demais! Lutero escandalizava-se sobremaneira também com certo modo de vida de eclesiásticos a começar pela hierarquia romana.

A Igreja Católica a seu tempo, reagiu com a chamada Contra Reforma, especialmente com o Concílio de Trento (1545 a 1563) e de forma mais construtiva e dialogante e não condenatória, no Concílio Vaticano II (1962-1965)

“Hoje em muitas partes do mundo, mediante o sopro da graça do Espírito Santo, pela oração, pela palavra e pela ação, se empreendem muitas tentativas daquela plenitude de unidade que Jesus Cristo quis, este Santo Sínodo exorta os fieis católicos a que, reconhecendo os sinais dos tempos, solicitamente participam do trabalho ecumênico” (UR, 4).

O que importa é que as Igrejas de Confissão Luterana e a Igreja Católica caminham movidas pelo Espírito de Deus, do conflito à comunhão, através de um diálogo fraterno e respeitoso, sem negar diferenças, acentuam pontos de convergência, de encontro e de comunhão: especialmente as fontes e raízes comuns… “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, por meio de todos e em todos nós” (Ef 4,5)

Além desse sugestivo texto de Paulo apóstolo, Católicos e Luteranos, temos sempre em mente e no coração a oração do Divino Mestre: “Rogo por eles… a fim de que todos sejam um… para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,20-21)

Temos consciência que não podemos mudar a história do passado, mas podemos sim, reinterpretá-la, através de uma leitura livre de preconceitos. “Não se trata de contar uma história diferente, mas de contar a história diferentemente”. Trata-se de um desafio de purificação e cura das memórias históricas.

O Papa Francisco participou da abertura das comemorações dos 500 anos da Reforma, que se deu na Suécia, em Lund, no dia 31 de outubro de 2016. De sua homilia lá proferida, destacamos:  “Nós, católicos e luteranos, começamos a caminhar juntos pela senda da reconciliação. Agora, no contexto da comemoração comum da Reforma de 1517, temos uma nova oportunidade para acolher um percurso comum, que se foi configurando ao longo dos últimos cinquenta anos no diálogo ecumênico entre a Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica. Não podemos resignar-nos com a divisão e o distanciamento que a separação gerou entre nós. Temos a possibilidade de reparar um momento crucial da nossa história, superando controvérsias e mal-entendidos que impediram frequentemente de nos compreendermos uns aos outros”.

Bem como foi feita uma declaração conjunta católico-luterana da qual destacamos;

“Rezamos a Deus para que católicos e luteranos saibam testemunhar juntos o Evangelho de Jesus Cristo, convidando a humanidade a ouvir e receber a boa notícia da ação redentora de Deus. Pedimos a Deus inspiração, ânimo e força para podermos continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência. Deus chama-nos a estar perto de todos aqueles que anseiam por dignidade, justiça, paz e reconciliação. Hoje, de modo particular, levantamos as nossas vozes para pedir o fim da violência e do extremismo que ferem tantos países e comunidades, e inumeráveis irmãos e irmãs em Cristo. Exortamos luteranos e católicos a trabalharem juntos para acolher quem é estrangeiro, prestar auxílio a quantos são forçados a fugir por causa da guerra e da perseguição, e defender os direitos dos refugiados e de quantos procuram asilo”.

Esta coluna da Arquidiocese de Campinas no Correio Popular, saúda respeitosa e fraternalmente os irmãos de confissão Luterana.

Na data de hoje, 31 de outubro de 2017, comemora-se oficialmente o início da Reforma promovida por Martinho Lutero, quando em 1517 afixou suas 95 famosas teses na porta da capela do castelo de Wittenberg, Alemanha.

Os ventos da Reforma Protestante sopraram, com a força de um tsunami, por toda a Europa. Foi a faísca que desencadeou um incêndio de inimagináveis proporções.

Na verdade, a Reforma iniciada por Lutero foi a explosão do desejo contido e reprimido de muitos outros movimentos reformistas da época. A iniciativa de Lutero atraiu e canalizou esses movimentos, como um rio que se tornou caudaloso por força de muitos afluentes que se somaram.

Historiadores hoje dizem que a intenção original de Lutero jamais foi dividir a Igreja Católica, mas sinceramente reformá-la, voltando às fontes primitivas do Cristianismo e à pureza da fé: centralidade das Escrituras, busca incessante do Deus misericordioso, “o Deus da graça” em Jesus Cristo. Inconformidade com certas práticas religiosas abusivas da boa fé do Povo de Deus, como a venda de indulgências que acabou sendo o estopim de seu inconformismo. Era demais! Lutero escandalizava-se sobremaneira também com certo modo de vida de eclesiásticos a começar pela hierarquia romana.

A Igreja Católica a seu tempo, reagiu com a chamada Contra Reforma, especialmente com o Concílio de Trento (1545 a 1563) e de forma mais construtiva e dialogante e não condenatória, no Concílio Vaticano II (1962-1965)

“Hoje em muitas partes do mundo, mediante o sopro da graça do Espírito Santo, pela oração, pela palavra e pela ação, se empreendem muitas tentativas daquela plenitude de unidade que Jesus Cristo quis, este Santo Sínodo exorta os fieis católicos a que, reconhecendo os sinais dos tempos, solicitamente participam do trabalho ecumênico” (UR, 4).

O que importa é que as Igrejas de Confissão Luterana e a Igreja Católica caminham movidas pelo Espírito de Deus, do conflito à comunhão, através de um diálogo fraterno e respeitoso, sem negar diferenças, acentuam pontos de convergência, de encontro e de comunhão: especialmente as fontes e raízes comuns… “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, por meio de todos e em todos nós” (Ef 4,5)

Além desse sugestivo texto de Paulo apóstolo, Católicos e Luteranos, temos sempre em mente e no coração a oração do Divino Mestre: “Rogo por eles… a fim de que todos sejam um… para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,20-21)

Temos consciência que não podemos mudar a história do passado, mas podemos sim, reinterpretá-la, através de uma leitura livre de preconceitos. “Não se trata de contar uma história diferente, mas de contar a história diferentemente”. Trata-se de um desafio de purificação e cura das memórias históricas.

O Papa Francisco participou da abertura das comemorações dos 500 anos da Reforma, que se deu na Suécia, em Lund, no dia 31 de outubro de 2016. De sua homilia lá proferida, destacamos:  “Nós, católicos e luteranos, começamos a caminhar juntos pela senda da reconciliação. Agora, no contexto da comemoração comum da Reforma de 1517, temos uma nova oportunidade para acolher um percurso comum, que se foi configurando ao longo dos últimos cinquenta anos no diálogo ecumênico entre a Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica. Não podemos resignar-nos com a divisão e o distanciamento que a separação gerou entre nós. Temos a possibilidade de reparar um momento crucial da nossa história, superando controvérsias e mal-entendidos que impediram frequentemente de nos compreendermos uns aos outros”.

Bem como foi feita uma declaração conjunta católico-luterana da qual destacamos;

“Rezamos a Deus para que católicos e luteranos saibam testemunhar juntos o Evangelho de Jesus Cristo, convidando a humanidade a ouvir e receber a boa notícia da ação redentora de Deus. Pedimos a Deus inspiração, ânimo e força para podermos continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência. Deus chama-nos a estar perto de todos aqueles que anseiam por dignidade, justiça, paz e reconciliação. Hoje, de modo particular, levantamos as nossas vozes para pedir o fim da violência e do extremismo que ferem tantos países e comunidades, e inumeráveis irmãos e irmãs em Cristo. Exortamos luteranos e católicos a trabalharem juntos para acolher quem é estrangeiro, prestar auxílio a quantos são forçados a fugir por causa da guerra e da perseguição, e defender os direitos dos refugiados e de quantos procuram asilo”.

Esta coluna da Arquidiocese de Campinas no Correio Popular, saúda respeitosa e fraternalmente os irmãos de confissão Luterana.

Pe. José Arlindo de Nadai – Paróquia Divino Salvador