As leituras de hoje nos convidam a pensar sobre o sentido profundo da vida e a relação entre o esforço diário, a labuta e os valores que realmente contam… A primeira leitura lembra-nos a fragilidade dos projetos humanos, quando desligados de um propósito mais elevado… O autor de Eclesiastes é realista mesmo diante do progresso […]
15/08/2025
As leituras de hoje nos convidam a pensar sobre o sentido profundo da vida e a relação entre o esforço diário, a labuta e os valores que realmente contam…
A primeira leitura lembra-nos a fragilidade dos projetos humanos, quando desligados de um propósito mais elevado…
O autor de Eclesiastes é realista mesmo diante do progresso e prosperidade de sua época – Palestina III sec. A.C.
A frase: Vaidade das vaidades… é equivalente a “sopro do sopro” (literalmente).
Destaca a transitoriedade e o vazio de uma vida centrada unicamente na acumulação de bens materiais, sem nenhuma visão social de solidariedade e partilha.
Essa leitura questiona-nos sobre qual a opção fundamental de minha (nossa) vida?
A vida humana – cristã – consiste numa rede de relações:
Quanto mais estreitamos esses vínculos (laços), mais sentido ganha nossa vida. Tanto mais somos quanto mais nos relacionamos!
Na 2º leitura Paulo agrega novo peso, novo valor a uma vida, quando inserida em Cristo pela fé e pelo amor. Tudo passa. Só o amor permanece para sempre.
O Evangelho explicita e coroa a mensagem da Primeira Leitura: a provisoriedade e precariedade dos bens materiais, quando se tornam o único sentido da vida.
Não se trata de condenar a riqueza ou os bens materiais, por si mesmos, mas sim quando se tornam o ídolo. Condena-se a acumulação egoísta e a falta de sensibilidade para com as necessidades do próximo. Pior ainda quando este é fraudado enganado e passado para trás.
O valor de uma vida não é medido pelo acumulo de riquezas mas pelo cultivo da solidariedade e da amizade social.
Enfim, fraternidade com nossos irmãos e comunhão filial com Deus, Abba! Pai!.
“O Reino de Deus pertence aos pobres em espírito e aos humildes de coração.”
Padre José de Nadai
PARÓQUIA DIVINO SALVADOR CAMPINAS | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS