Feliz coincidência a Oração do dia (coleta) neste domingo em que comemoramos e homenageamos os pais de nossas famílias: como filhos amados invocamos a Deus de Pai! Abbá! Pai! “Ó Deus, a quem ousamos chamar de Pai, fazei crescer em nós o espírito de verdadeiros filhos e filhas…” É o Espírito Santo que assegura que […]
15/08/2025
Feliz coincidência a Oração do dia (coleta) neste domingo em que comemoramos e homenageamos os pais de nossas famílias: como filhos amados invocamos a Deus de Pai! Abbá! Pai!
“Ó Deus, a quem ousamos chamar de Pai, fazei crescer em nós o espírito de verdadeiros filhos e filhas…” É o Espírito Santo que assegura que somos filhos.
A partir de uma escuta atenta das leituras de hoje – 1ª., Livro da Sabedoria e do Evangelho de Lucas 12 – destacam-se duas atitudes a serem cultivadas pelos filhos de Deus e discípulos de Jesus, Divino Mestre.
Vigilância e Prontidão
A primeira leitura do Livro da Sabedoria, escrito no I século a.C., em Alexandria, para alertar a comunidade dos judeus a não se afastarem da tradição de seus pais e não perderem a memória das maravilhas de sua libertação realizada pelo Senhor, que “ouviu o clamor de seu Povo e desceu para libertá-lo da escravidão imposta pelo faraó do Egito.”
Em palavras simples: gente acorda, atenção, perceba a justiça e misericórdia de Deus em suas vidas.
Na segunda leitura, carta aos Hebreus, o autor dessa carta olha para as figuras de Abraão e Sara com os óculos da fé cristã.
A fé de Abraão e Sara consiste em acolher a Palavra, a promessa de Deus, sem nenhuma evidência humana: gerar um filho na velhice e na esterilidade. Possuir uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do firmamento e uma terra onde correm leite e mel.
“A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera” (7)
Parece exigir demais do casal de velhinhos, Abrão e Sara, nosso pai e mãe na fé.
O Evangelho de Lucas, em sua versão breve que nos foi proclamada, evoca, destaca a vigilância e a prontidão: “que vossos rins estejam cingidos e vossas lâmpadas acesas”.
Discernimento, cuidado, critério para perceber e interpretar os sinais de Deus em nossa vida pessoal, familiar e em sociedade.
O mercado religioso hoje é muito abundante em propostas, as mais estapafúrdias, estranhas e esquisitas: milagres, curas e libertação do maligno e por aí afora.
Em vez disso, vamos olhar com atenção para as experiências e vivências elementares e simples de nossa vida e nela discernir a proximidade de Deus, sua presença amorosa junto de nós, na convivência familiar, no amor conjugal, na amizade social e fraterna.
Deus não está longe, nas nuvens – pode estar ali atrás da porta; é preciso, porém, ter ouvidos de discípulo para perceber seus sinais.
“Ele mesmo vai cingir-se (avental), fazer-nos sentar à mesa e, passando, nos servirá (37). Ele, Senhor e Mestre, vai lavar nossos pés e servir o Pão para nós.”
Concluindo, olhem para essa mesa da Palavra e para a mesa do Altar.
Elas estão plantadas no chão deste mundo e nesta quadra histórica em que vivemos. Essa mesa abraça e acolhe as alegrias e esperanças, os sofrimentos e angústias de todos os filhos do Abbá! Pai! espalhados mundo afora: as vítimas das guerras e todo tipo de violência: fome, injustiças sociais e econômicas que geram desigualdades e exclusão.
A mesa do altar acolhe toda a dedicação e cuidado das mães com seus filhos e também o trabalho e proteção dos pais de família.
Desde essa Mesa da Palavra ressoa a mensagem sempre atual e necessária do Senhor Ressuscitado:
“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino” (Lc 12,7).
Amém!
Pe. José de Nadai
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