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Homilia – Pe. Nadai | “A porta é estreita, mas a vocação é universal”, 21º Domingo do Tempo Comum

O Reino de Deus é um chamado universal a salvação / libertação feita por Deus. A resposta é pessoal e coletiva. Minha e Nossa.

28/08/2025

Qual o cenário do Evangelho de hoje?

Jesus, com seus discípulos e discípulas continua a viagem para Jerusalém – sua peregrinação…

Ao longo do caminho Jesus vai ensinando os discípulos e também outras pessoas nas aldeias e cidades por onde passava ou fazia uma parada: para comer e descansar…

O ensinamento de Jesus revela os “segredos do Reino de Deus”. Que Reino é esse?

  • Não se trata de um regime político imposto com poder, força e ameaças, não!
  • O Reino de Deus é a presença amorosa de Deus e de seu agir – ação no vasto mundo.
  • Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido de Maria, que se faz nosso irmão, é a presença autêntica, genuína de Deus e seu Reino junto de nós e em nossa história humana.
  • Jesus é o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem.
  • Ele mesmo disse: quem me vê, vê a Deus, meu Pai… Jesus é a revelação de Deus em nossa condição humana.

No Evangelho de hoje, alguém do meio do povo pergunta: Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam? Jesus respondeu: Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita.

Esta passagem do Evangelho de Lucas se situa no contexto de duas parábolas em que Jesus compara o Reino de Deus à sementinha de mostarda e ao fermento que a mulher usa na massa do pão. Passa-se a ideia de pequenez… Daí a pergunta!

A resposta nos parece dura e exigente e até contraditória diante, por ex, da parábola do filho pródigo ou do Pai misericordioso no mesmo Evangelho de Lucas.

Se a porta é estreita, como alargá-la? Vamos ver o que diz o Senhor.

A entrada no Reino de Deus não é algo lá longe no futuro (após a morte). O Reino de Deus é um acontecimento já presente na história em curso, até mesmo em nossa vida pessoal.

Podemos, com os olhos da fé, perceber seus sinais, lá onde se pratica a Justiça, se vive o amor fraterno; lá onde se defende e se promove a vida em todas as suas dimensões. E não faltam esses sinais: na vida de pessoas, comunidades e instituições.

O Reino de Deus é Dom de Deus, mas é também construção de nossa parte. Dom e mutirão. Exige de nós vigilância, trabalho, dedicação e conversão. Esforçai-vos, lutai.

Sim, a porta é estreita, mas o próprio Evangelho nos dá a senha para ampliar a entrada.

Para tanto, muitas vezes temos que navegar contra a correnteza. Não embarcar na onda. O Reino de Deus tem um lado. Supõe escolha.

Lemos na Sagrada Escritura: Você tem diante de si a luz e as trevas, a bênção e a maldição, a vida e a morte. Seja sábio: escolhe a luz, a bênção, a vida…

Quantas vezes ouvimos: A TV só mostra coisas ruins, tragédias, guerras, violência… esses são os sinais visíveis e conceitos contrários ao Reino de Deus. É o reino das trevas, do maligno. Todavia há também a presença do Bem, da luta pela Justiça e Paz…

O Reino de Deus é um chamado universal a salvação / libertação feita por Deus. A resposta é pessoal e coletiva. Minha e Nossa.

Estamos todos no mesmo barco: da Criação, da História, do Povo de Deus.

O Evangelho de hoje não diz respeito só ao último Juízo no fim dos tempos, mas ao juízo de cada dia: a resposta que damos ao dom de Deus, na cooperação e construção de uma Sociedade justa, fraterna e de paz, onde todos tenham vida… condições do Bem viver e conviver.

Eis o segredo da porta. A senha do Reino de Deus.

Padre José de Nadai

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