“O Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade”

 

Santíssima Trindade

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo João (Jo 16,12-15)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

12 “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora.

13 Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará.

14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.

15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.

 

Refletindo a Palavra

A Santíssima Trindade é a manifestação do amor inesgotável de Deus. Ele é Pai criador mas também Irmão redentor e Espírito santificador.

Tudo isto porque é Amor:
Perguntaram-me quem é Deus. Eu, alegre, respondi que era a melhor melodia que até agora já ouvi. Mas um surdo ali estava, e para ele olhei. Compreendi que estava errada esta resposta que inventei. Pensei então que Deus era palavra ou poesia, mas o surdo também não falava e conhecer tal Deus não podia. Que pergunta mais difícil! Como O irei definir? Talvez a melhor sensação que alguém possa sentir. Minhas mãos arrepiaram-se e começaram a tremer; quantos homens como eu, que nem mãos chegaram a ter? Talvez o melhor perfume, o melhor cheiro ou algo parecido, mas parece não haver nenhum que afinal não seja enjoativo. A coisa mais saborosa não será, pois a minha língua pode mostrar que nem sempre é capaz de saborear. Só me falta um sentido, este, com certeza, servirá: Deus é a luz que nunca se apagará. Mas como pode um cego este Deus experimentar? Procurarei outra resposta que a todos possa contentar. Quem é Deus? Pois já sei o que responder e toda a gente será capaz de entender: Não é música, nem poesia, nem luz, mas seja para quem for, Deus é mais do que um amigo, Deus é amor. ( leia mais... )

 

Rezando a palavra

Salmo – 08

R. Ó Senhor, nosso Deus,/ como é grande vosso nome/ por todo o universo!

Contemplando estes céus que plasmastes/ e formastes com dedos de artista;/ vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos:/ “Senhor, que é o homem,/ para dele assim vos lembrardes/ e o tratardes com tanto carinho?”

Pouco abaixo de Deus o fizestes,/ coroando-o de glória e esplendor;/ vós lhe destes poder sobre tudo,/ vossas obras aos pés lhe pusestes.

As ovelhas, os bois, os rebanhos,/ todo o gado e as feras da mata;/ passarinhos e peixes dos mares,/ todo ser que se move nas águas.