“Eram como ovelhas sem pastor.”

16º Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Jesus Cristo Segundo Marcos Mc 6,30-34

Naquele tempo:
30 Os apóstolos reuniram-se com Jesus
e contaram tudo o que haviam feito e ensinado.
31 Ele lhes disse:
‘Vinde sozinhos para um lugar deserto,
e descansai um pouco’.
Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo
que não tinham tempo nem para comer.
32 Então foram sozinhos, de barco,
para um lugar deserto e afastado.
33 Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles.
Saindo de todas as cidades, correram a pé,
e chegaram lá antes deles.
34 Ao desembarcar,
Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão,
porque eram como ovelhas sem pastor.
Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

Meditando a Palavra

A liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum dá-nos conta do amor e da solicitude de Deus pelas “ovelhas sem pastor”. Esse amor e essa solicitude traduzem-se, naturalmente, na oferta de vida nova e plena que Deus faz a todos os homens.
Na primeira leitura, pela voz do profeta Jeremias, Jahwéh condena os pastores indignos que usam o “rebanho” para satisfazer os seus próprios projectos pessoais; e, paralelamente, Deus anuncia que vai, Ele próprio, tomar conta do seu “rebanho”, assegurando-lhe a fecundidade e a vida em abundância, a paz, a tranquilidade e a salvação.
O Evangelho recorda-nos que a proposta salvadora e libertadora de Deus para os homens, apresentada em Jesus, é agora continuada pelos discípulos. Os discípulos de Jesus são – como Jesus o foi – as testemunhas do amor, da bondade e da solicitude de Deus por esses homens e mulheres que caminham pelo mundo perdidos e sem rumo, “como ovelhas sem pastor”. A missão dos discípulos tem, no entanto, de ter sempre Jesus como referência… Com frequência, os discípulos enviados ao mundo em missão devem vir ao encontro de Jesus, dialogar com Ele, escutar as suas propostas, elaborar com Ele os projectos de missão, confrontar o anúncio que apresentam com a Palavra de Jesus.
Na segunda leitura, Paulo fala aos cristãos da cidade de Éfeso da solicitude de Deus pelo seu Povo. Essa solicitude manifestou-se na entrega de Cristo, que deu a todos os homens, sem excepção, a possibilidade de integrarem a família de Deus. Reunidos na família de Deus, os discípulos de Jesus são agora irmãos, unidos pelo amor. Tudo o que é barreira, divisão, inimizade, ficou definitivamente superado. (Leia mais...)

Rezando a Palavra

Salmo – Sl 22,1-3a.3b-4.5.6 (R. 1.6a)

R.O Senhor é o pastor que me conduz:
felicidade e todo bem hão de seguir-me!

1 O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
2 Pelos prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha,
3 e restaura as minhas forças.

3b Ele me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
4 Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei;
estais comigo com bastão e com cajado;
eles me dão a segurança!

5 Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo,
e com óleo vós ungis minha cabeça;
o meu cálice transborda.

6 Felicidade e todo bem hão de seguir-me
por toda a minha vida;
e na casa do Senhor, habitarei
pelos tempos infinitos.